A intensificação da realidade virtual, os direitos humanos, e a COVID-19.

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“A farmacologia e a medicina, com a relatividade dos sentidos, desconhecem os mil desconhecidos”, esses versos de Augusto dos Anjos em seu poema “A lágrima”, perante a ótica da histeria mundial desencadeada pelo alastramento do novo coronavírius, alcançam um pouco da angustia vivenciada nos últimos meses. Por outro lado, diante da situação de pandemia do novo coronavírus (covid-19), da velocidade de seu contágio e de suas medidas profiláticas, que culminaram no distanciamento social, a internet tornou-se a melhor alternativa de manutenção das relações sociais e seu alcance aos direitos humanos.

Nessa perspectiva, é notório que com a rotina interrompida e, com o afastamento social, inclusive como medida obrigatória em alguns países, boa parte das pessoas têm se refugiado na realidade virtual das redes sociais, movimentando algoritmos e propiciando maior sociabilidade, as quais foram e continuam sendo bombardeadas de acessos. Consequentemente, cria-se um ambiente propício a integrações, interações, marketing e à solidariedade. Embora aqui no Brasil o afastamento no início tenha tido caráter voluntário, e só depois legal, é aos poucos que mais pessoas reconhecem a importância de se manterem, por ora, em casa. Isso posto, as buscas por entretenimento são feitas e refeitas a todo momento e, a  interação social é desenvolvida com maestria diante das inúmeras ferramentas virtuais.

Cursos, shows online, livros, documentários e filmes, são alguns dos produtos disponibilizados virtualmente como forma de colaborar com a quarentena em massa. Dessa forma, o acesso público e gratuito à educação, lazer, informação e cultura estarão resguardados como o previsto no artigo 22 da Declaração Universal dos Direitos do Homem, a saber: “Toda a pessoa, como membro da sociedade, tem direito à segurança social; e pode legitimamente exigir a satisfação dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis, graças ao esforço nacional e à cooperação internacional, de harmonia com a organização e os recursos de cada país.”

A título de curiosidade, com o intuito de ajudar a disseminar informação, deixarei nas referências alguns exemplos de materiais interativos para essa quarentena. Assim sendo, os meus votos é para que permaneçam em casa e cuidem-se para que logo tenhamos nossas rotinas de volta.

 

Marialuiza Ferreira Lima
Graduanda em Direito pela PUC-Goiás Integrante da LAAD.

@maluzaf

REFERÊNCIAS

 

ROCHA, Camilo. O impacto do corona vírus na cultura. E o papel dos governos. Nexo Jornal, São Paulo, 21 de mar. de 2020. Disponível em:         <https://www.nexojornal.com.br/expresso/2020/03/21/O-impacto-do-coronav%C3%ADrus-na-cultura.-E-o-papel-dos-governos>. Acesso em: 23 de mar. de 2020.

NOVELLI TU, Natan. Com tempo em casa? Esses cursos online são de graça. Nexo Jornal, São Paulo, 21 de mar. de 2020. Disponível em:         <https://www.nexojornal.com.br/expresso/2020/03/21/Com-tempo-em-casa-Estes-cursos-online-s%C3%A3o-de-gra%C3%A7a>. Acesso em: 23 de mar. de 2020.

ALEXANDRAKIS, Fredy. 8 canais online para ver show de música de casa. Nexo Jornal, São Paulo, 20 de mar. de 2020. Disponível em:         <https://www.nexojornal.com.br/expresso/2020/03/20/8-canais-online-para-ver-shows-de-m%C3%BAsica-de-casa>. Acesso em: 23 de mar. de 2020.

LIMA, Juliana Domingos de. O que assistir de graça na internet em tempos de afastamento social. Nexo Jornal, São Paulo, 18 de mar. de 2020. Disponível em:         <https://www.nexojornal.com.br/expresso/2020/03/18/O-que-assistir-de-gra%C3%A7a-na-internet-em-tempos-de-afastamento-social>. Acesso em: 23 de mar. de 2020.

Declaração Universal dos Direitos do Homem. Ministério Público do Estado de Goiás, 2020. Disponível em:         <http://www.mp.go.gov.br/portalweb/hp/7/docs/declaracao_universal_dos_direitos_do_homem.pdf>. Acesso em: 23 de mar. de 2020.

#FestivalFicoEmCasaBR. Instagram, 2020. Disponível em:         < https://instagram.com/festivalficoemcasabr?igshid=8qeklb5s3ny1>. Acesso em: 24 de mar. de 2020.

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